Arcade Fire em palco com Bruce Springsteen e Video Interactivo :)

Os canadianos Arcade Fire juntaram-se a Bruce Springsteen em palco durante um concerto do Boss ontem à noite em Otava. Segundo o Billboard, a banda juntou-se a Springsteen e à E Street Band para tocar três temas: «State Trooper» e «Born to Run», do Boss, e «Keep The Car Running» dos próprios Arcade Fire.

Entretanto, a surpresa que os Arcade Fire tinham anunciado no site dedicado ao mais recente álbum já foi revelada: trata-se de um vídeo interactivo daquele que poderá ser o novo single de Neon Bible – precisamente a canção que dá nome ao álbum. O vídeo pode ser consultado neste link .

in BLITZ

Simplesmente divinal este vídeo interactivo, nao me canso de brincar com o vídeo. Aproveitem bem porque não é todos os dias que sai uma preciosidade destas para que se possa relaxar um bocado.

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Telmo Martins vence concurso canadiano com «Crosswalk»

A curta-metragem «Crosswalk» valeu terça-feira ao jovem realizador português Telmo Martins o primeiro prémio de um concurso canadiano de vídeos do portal Istockphoto, um galardão que lhe permitirá rodar a sua primeira longa-metragem. O concurso decorreu num portal canadiano de vídeos e imagens que conta com uma comunidade de quase dois milhões de utilizadores.

O filme, que venceu na categoria de comédia, foi gravado em Abril na Covilhã com produção da Lobby Productions, que Telmo Martins fundou depois de ter terminado em 2006 o curso de design multimédia naquela cidade do interior.

A partir do tema «Future now», Telmo Martins decidiu brincar com «a ideia de que toda a gente hoje em dia tem um gadget, um aparelho que faz com que cada um tenha o seu próprio bip».

«Chega a uma altura em que os bips de todas as pessoas entrarão em choque, é um choque de tecnologias», afirmou Telmo Martins à agência Lusa.

O mote do vídeo «Crosswalk», com cerca de dois minutos e meio de duração, é explicado pela curta sinopse: «no barulho das luzes, existe sempre alguém que confunde os sons».

O primeiro prémio do concurso é material técnico no valor de cerca de seis mil euros, e inclui uma câmara de filmar de alta definição que permitirá Telmo Martins rodar a sua primeira longa-metragem.

«Nós [produtora Lobby Productions] queríamos mesmo esta câmara para poder filmar, esse foi o objectivo quando concorremos», sublinhou, satisfeito, Telmo Martins.

A longa-metragem, intitulada «Tempo presente – memórias de um estudante», deverá ser rodada entre Outubro e Novembro e entre Março e Abril de 2008 em Lisboa, Porto e Covilhã.

«Não é um típico filme sobre a vida dos estudantes, as festas, a queima das fitas. É uma comédia dramática diferente», descreveu o realizador de 28 anos.

Diário Digital / Lusa

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O Suplente deixa aqui os parabéns ao Telmo, com alguns dias de atraso mas sempre sinceros. Pode ser que um dia destes O Suplente estabeleça contactos com o Telmo para ele nos desvendar um bocadinho mais da sua 1º curta metragem 😉 quem sabe, sonhar nao custa lol 😀

Joanna Newsom em concerto

Mais uma visita á Blitz mais uma descoberta fantastica…

Joanna Newsom – Sawdust and Diamonds

Arcade Fire ao Vivo e a vida d’ O Suplente

Depois de ter andado afasto uns dias aqui do blog, volto com algumas novidades (espero que sejam pelo menos para alguns), como estes três vídeos que vou postar por aqui. No dia 1 de Fevereiro os Árcade Fire, decidiram presentear os seus fás presentes no Porchester Hall, em Londres, com uma apresentação ao vivo da faixa Wake Up. Rapidamente alguns fãs pegaram nas suas máquinas e começaram a filmar. Apareceram 2 registos do mesmo acontecimento no nosso “amigo” Youtube (cada vez fico mais contente por este serviço, estar a nossa disposição). Mais uma vez foi na nossa querida Blitz que descobri isto, desde já obrigado. Foi bom relembrar um bocadinho do que é Árcade Fire ao vivo (saudades de Paredes de Coura 2005) …
Outra novidade é que andei ocupado com a entrevista aos Hipnótica, que já foi enviada á banda, esperamos que tenham ficado contentes com a entrevista, esperamos passa-la ainda esta semana no programa d’ O Suplente. No entanto fica aqui mais uma vez o elogio rasgado ao último Álbum dos Hipnótica, soberbo, diga-se de passagem.
Andei numa vertente cultural também, esta ultima semana. Fui ver a peça que o Teatr’ Ubi apresentou. Amanha apresentarei por aqui a minha opinião, já está redigida, mas como eu sou ainda um fã do papel e da caneta para os rascunhos, as coisas demoram um bocadinho mais de tempo.
Abraços e apreciem estes três vídeos que vão aparecer por aqui…

Half Nelson

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Cá está o filme sobre professores inspiradores e alunos problemáticos capaz de meter a um canto e reduzir à sua insignificância toda uma linhagem de filmes do género (lembro-me, por exemplo, de Mentes Perigosas, com Michelle Pfeiffer). Half Nelson (em Portugal chama-se Encurralados) tem a originalidade de ter um professor inspirador tão ou mais problemático que os seus alunos problemáticos – interpretado por Ryan Gosling, um dos grandes actores da nova geração, um tipo com a intensidade de um jovem Robert De Niro – e é escrito, realizado e interpretado com uma sinceridade e um realismo impressionantes. Gosling é apanhado por uma das suas alunas (Shareeka Epps) numa das casas-de-banho da escola a fumar crack e isso é o ponto de partida para uma inesperada amizade entre os dois, baseada no segredo, e um complexo triângulo de relações que inclui também um dealer (Anthony Mackie) que tem uma relação quase paternal com a jovem. O homem, que vende droga, não quer que ela se dê com um consumidor; o professor, que consome droga, não quer que ela se dê com um dealer. É uma complexa teia de relações e moralidades entre pessoas que, de uma forma ou de outra, contam umas com as outras para se puxarem do abismo.

O filme de Ryan Fleck e Anna Boden é inteligente, oferece alguns murros no estômago ao espectador (sem, no entanto, entrar em simplismos para chocar – veja-se, por exemplo, como a personagem do dealer nada tem a ver com os lugares-comuns habituais) e, no fim, sem lamechices, abre uma janela de esperança. Pelo caminho tem uma série de detalhes dignos de nota – a maneira como eventos históricos relativos à luta pelos direitos civis vão pontuando a acção, lidos pelos alunos; ou pequenos pormenores preciosos como o momento em que Gosling usa um pequeno penso com a bandeira americana para cobrir uma ferida no lábio – e que ajudam a que Half Nelson seja um dos grandes filmes do ano. Nunca é demais sublinhar que as interpretações são, de facto, esmagadoras – sobretudo Gosling (nomeado para o Oscar) como o professor, e Shareeka Epps, no papel da aluna. Vão ver, que não se arrependem.

Texto de Nuno Markl

40 Anos de Kurt Cobain, a continuação…

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Após termos relembrado o mítico Kurt Cobain, vocalista dos Nirvana, fui buscar á Blitz 07 alguns tópicos de interesse acerca do grupo e do vocalista em nome próprio.

Um dos pontos que mais curiosidade me despertou foi o da música Smells Like Teen Spirit, que acredito que pouca gente conheça como surgiu. A explicação é simples, quando Kurt namorou em 1990 com uma baterista de nome Tobi Vail das Bikini Kill, uma das suas colegas de nome Kathleen Hanna escreveu na parede do quarto de Kurt a frase “Kurt Smells Like Teen Spirit”. Esta frase espicaçou os sentimentos poéticos de Kurt Cobain que nunca mais esqueceu e mal Tobi acabou a relação ele escreveu a canção que viria a ser um dos hinos do Grunge. De realçar que “Teen Spirit” era a marca de desodorizante que Vail usava.

O videoclip desta mesma faixa foi filmado em 17 de Agosto de 1991 em Culver City, na Califórnia, nos estúdios GMT. Videoclip trabalhado durante meses por Kurt Cobain, explicou-o numa carta que escrevera a Tobi Vail mas que nunca chegou a enviar, ele descreveu na carta como “ Uma festa numa escola secundária, as cheerleaders têm A’s de anarquia nas camisolas e militante revolucionários entregam armas com flores nos canos a todos os estudantes, que atiraram o dinheiro, as jóias e as cassetes do Andrew Dice Clay para um grande monte que nós depois incendiamos.” Esta ideia foram contrapostas pelo realizador Sam Bayer o que irritou Kurt, que só começou a filmar depois de mandar abaixo meia garrafa de Jim Bean. No entanto o jovem publico depois de passarem um dia inteiro em filmagens aborrecidas, decidiu tomar uma posição e lá mais para o fim do videoclip saltaram dos bancos e fizeram mosh à séria, o que faria com que os Nirvana se congratulassem por ultimo, sobrepondo-se assim ao realizador.

8 de Novembro de 1991, nos estúdios do Channel 4 em Londres, aquando da primeira vez em directo na televisão londrina, Kurt Cobain anuncia algo que deixou milhões de pessoas incrédulas, “ gostava que toda a gente soubesse que Courtney Love, vocalista da sensacional banda de pop Hole, é a melhor foda do mundo”. O que poderemos dizer disto? Revelação pura e dura da nova musa artística de Kurt.

O porque do uso de heroína pelo vocalista dos Nirvana… tudo se pode resumir as palavras com que o próprio descreveu a situação… “Decidi começar a usar (heroína) diariamente por causa de uma dor de estômago que me levava ao ponto de me querer matar.”. Como se costuma dizer não morreu da doença morreu da cura…

Nirvana – Smells Like Teen Spirit

Brit Awards 2007

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A Antena 3 transmitiu em directo e em exclusivo a cerimónia dos Brit Awards na noite de 14 de Fevereiro, numa emissão que arrancou às 19h e foi conduzida por Álvaro Costa e Ricardo Sérgio.

A entrega dos prémios realizou-se no Earl’s Court, em Londres, foi apresentada pelo comediante Russell Brand.

Lista dos Vencedores Brits 2007

Revelação Britânica: The Fratellis
Cantor Britânico: James Morrison
Cantora Britânica: Amy Winehouse
Grupo Britânico: Artic Monkeys
Álbum Britânico: “Whatever people say I am, that’s what I’m not”, Artic Monkeys
Single Britânico: “Patience”, Take That

Revelação Internacional: Orson
Cantor Internacional: Justin Timberlake
Cantora Internacional: Nelly Furtado
Grupo Internacional: The Killers
Álbum Internacional: “Sam’s Town”, The Killers

Prémio “Outstanding Contribution to music”(carreira): Oasis

Actuação ao vivo: Muse

Noticia.: Antena3

Para concluir esta noticia, apenas quero dizer que na minha humilde opinião os Arctic Monkeys receberam finalmente aquilo que mereciam… Melhor Banda do Ano e Melhor Álbum do Ano… sem comentários e sem devaneios possíveis…

Arctic Monkeys – When The Sun Goes Down

Português Vence Concurso Para o VideoClip do Tema “DIG “ dos Incubus

Pois é, mais uma vez tenho o prazer de vos anunciar que o videoclip do Português Carlos Oliveira ganhou o concurso para o novo tema “Dig” dos Incubus.

Esta vitoria vem assim, mais uma vez, enaltecer o trabalho que se realiza aqui por terras lusas e comprovar que temos verdadeiros génios adormecidos.

Tanto quanto me foi possível saber, este jovem, de nome Carlos Oliveira, é um antigo aluno da Universidade da Beira Interior em Design Multimédia, o que vem assim comprovar também o sucesso que esta universidade tem na preparação de jovens, com mentes brilhantes.

Parabéns ao Carlos Oliveira, por este triunfo e espero que lhe abra novas portas para o seu futuro, porque com trabalhos como este, não merece apenas estar na “Porto Editora”… merece muito mais.

Fica aqui o videoclip vencedor e espero que toda a gente passe pelo YouTube e comente, pelo menos felicitar o produtor;)

Grammy’s, na optica d’ O Suplente

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Como ficou ontem aqui prometido, hoje era dia de deixar a minha opinião sobre a entrega dos Grammy, que ontem se realizou em Los Angeles.

As grandes vencedoras desta edição foram as Dixiw Chicks (cinco nomeações, cinco Grammy’s conquistados), como álbum Taking the Long Way, que não é sem duvida a minha primeira escolha para álbum do ano, mas contando que os nomeados não eram nenhuma das minhas primeiras escolhas, até que não foi uma má opção.

Nas categorias de Rock, para melhor Solo teria apostado em Beck de entre os nomeados, já que nenhum dos outros nomeados se inseria nas escolhas principais d’ O Suplente.

Já no que toca a performance em grupo, não é novidade nenhuma que para os leitores e ouvintes que os The Racounters são uma das grandes escolhas para as nossas Playlists, principalmente a faixa “Steady, As She Goes”, que nos leva a identificar os The Racounters com os White Stripes, onde figura Jack White como vocalista e principal elemento. Estes seriam também a nossa opção para Álbum de Rock do Ano, com o álbum Broken Boy Soldiers, que pode ser escutado do princípio ao fim sem uma única interrupção e sempre com um grande entusiasmo.

Na categoria de Hard Rock, tanto Tool como System of a Down seriam vencedores natos, tanto pelos seus álbuns como pelas suas performances ao vivo, mas a academia ficou-se por Wolfmother, o que foi para nós uma grande decepção.

Os Slayer conquistaram a categoria referente ao Metal. Aqui nada a apontar, prémio mais que merecido pela faixa Eyes of the Insane e pela sua carreira e curriculum.

Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not e os seus produtores Arctic Monkeys (na foto) foram os grandes derrotados deste ano para nós. Perderam na categoria de melhor álbum de musica alternativa e na melhor performance instrumental. Isto fez com que o fenómeno Arctic Monkeys, não recebesse o devido reconhecimento que deviam ter recebido por parte da academia.

Só para que fique registado os Ok Go, banda que consegui amealhar o seu sucesso através do famoso Youtube conseguiu arrecadar o prémio para Melhor Videoclip Curto, já que foi um sucesso entre a comunidade cibernauta.

Para finalizar, O Suplente quer deixar aqui o seu total desacordo em relação à escolha de o Melhor Álbum Eletronico/Dance, que teve como vencedor o álbum Confessions on a Dance Floor de Madonna. Por amor de Deus, alguém me consegue explicar o que é que este álbum tem de bom, comparado com as performances dos Goldfrapp, dos Zero 7 ou dos Pet Shop Boys? Pois presumo que sem ser os fãs desta senhora, poucos mais me conseguiram explicar o porque desta nomeação. Por aqui estamos todos bem estupefactos com a surpresa que foi… talvez para o ano a academia tenha mais visão e consiga abrir os olhos para a diferença entre quantidade e qualidade, porque acho que esse foi o factor dominante nesta categoria.

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Rocky VI. O Capitulo Final…

Ora Bons dias, caros amigos d’O Suplente, hoje vou deixar por aqui um texto critico do Nuno Markl ao novo filme de Sylvester Stallone, Rocky VI, que será tambem o ultimo da saga Rocky. Acho que depois de lerem está critica toda a gente ficara curiosa em ir ver o filme. Eu serei um deles. Obrigado ao Nuno Markl por ter dado a sua autorizaçao para a transcriçao do texto.

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“Há anos que isto não acontecia, mas sim – fui ver um filme da saga Rocky! O sexto! Rocky Balboa trazia críticas entusiasmadas de muita gente de confiança. E agora percebo porquê. O que é giro é que não tem exactamente a ver com a qualidade cinematográfica da coisa, mas com algo que é capaz de ser mais importante: o diacho do filme emana uma sinceridade e uma simpatia irresistíveis.

Rocky, o primeiro filme de todos, era um bom filme de boxe. Não tem a classe de um Touro Enraivecido, mas tinha doses suficientes de humanidade e poesia de classe operária para cativar o mais empedernido. E sugeria que o então jovem Sylvester Stallone pudesse vir a tornar-se não só num potencial Marlon Brando, mas num dedicado e puro cronista urbano (o argumento do primeiro filme era dele). Nada disso aconteceu, nem a ele, nem à saga Rocky: a saga Rambo deu-lhe tanta popularidade como descrédito junto dos que o achavam um artista a sério; e a saga Rocky, de tão nobre arranque, começou como que a ficar contaminada pela falta de inspiração e o disparate das aventuras de John Rambo: Rocky IV, apesar de ter ganho com o tempo (de forma kitsch e nostálgica, porque era fita de debate obrigatório nos intervalos das aulas em 1985) era, inequivocamente, um filme alarve e uma caricatura do passado.

Depois de um Rocky V de que pouca gente se lembra, a pausa para reflexão. E, de repente, em 2007, velho e ajuizado, Sylvester Stallone cria o fecho de saga perfeito que quase faz esquecer os filmes que o separam do primeiro, de 1976. E o mais incrível é que não soa calculista. O bom velho Sly foi às entranhas da saga e da sua própria vida recuperar o que fez mover o primeiro filme: doses generosas de humanidade e um genuíno, incondicional amor pela personagem que o tornou mundialmente famoso. E é isso que, sem lamechices, emociona e entusiasma em Rocky Balboa: Stallone é um actor, um realizador e um argumentista com severas limitações e o filme está longe de ser uma obra-prima. Mas é movido pelo tipo de alma sincera que vai sendo rara no coração calculista e frio de Hollywood, sobretudo porque neste argumento não está só o renascer de uma personagem de ficção mas de um homem que, na curva descendente de uma carreira com algumas coisas boas e muitas coisas duvidosas, e depois de levar muita pancada de críticos, público e dos estúdios que anteriormente fizeram toneladas de massa à conta do herói da era Reagan, tem a força de vontade e o empenho para se levantar quando já devia estar K.O.

Bem dizia a revista Empire que, por causa disto, Rocky Balboa é um filme que consegue o feito extraordinário de ser bom e mau ao mesmo tempo. Os diálogos – sobretudo as mensagens inspiradoras – têm a subtileza de um berbequim ligado e raras vezes Stallone vai mais longe na realização do que o registo de telefilme (e telefilme antigo, que hoje fazem-se telefilmes mais cinematográficos do que muitos filmes). Como actor, ele tem plena consciência sobre até onde pode ir (e ainda vai longe – um momento de descarga emocional em que ele tenta evitar, em vão, as lágrimas enquanto desabafa com Burt Young, tem uma simplicidade e uma intensidade desarmantes) e por isso consegue dar vida e calor humano a uma personagem que conhece de trás para a frente.

Pelo meio, há uma magnífica sequência de montagem ao som de música (o treino, como não podia deixar de ser, e ao som do clássico Gonna Fly Now de Bill Conti!) e a velha mística da sequência climática de combate, desta vez com um lutador mais novo, também ele em busca da credibilidade perdida. Momentos incrivelmente old school e que nos lembram porque é que, independentemente da qualidade cinematográfica da obra, as aventuras de Rocky Balboa nos entusiasmavam enquanto petizes: é a pureza quase infantil de Stallone, que à partida parece fácil de demolir com o cinismo que nos trouxe a idade adulta, mas que o actor / realizador / argumentista serve com dignidade suficiente para que fiquemos com vontade de bater palmas nos sítios certos.

A dada altura de Rocky Balboa, o lutador decide adoptar um cão triste e resignado no canil municipal. O cão é um rafeiro feio, encardido, mal enjorcadinho mas – talvez por tudo isso, e por ser muito castiço – é impossível não gostar dele. O cão é este filme.”

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