The White Stripes no Alive!07

“Em estreia absoluta no nosso país, os autores de White Blood Cells contaram com uma recepção calorosa; antes do espectáculo, muitos fãs chamavam já por Jack e Meg, que se apresentaram em palco com as vestimentas de serviço – ele todo de vermelho, ela de calça preta e t-shirt branca. A importância desta descrição prende-se, claro está, com toda a simbologia e iconografia que rodeia a banda americana, e que faz com que até os roadies que prestaram apoio aos músicos durante o concerto trajassem fato completo e chapéu retro.

Este controlo expande-se a vários aspectos do universo White Stripes (a pouca informação revelada sobre a sua vida pessoal, a forma meticulosa como é feita toda a promoção e propaganda) e traduz-se, também, a nível musical. Jack e Meg entram em palco descontraidamente – ele cumprimenta o público e apresenta a «big sister», como se ambos perfizessem um duo itinerante, encarregado de animar saloons no Velho Oeste americano. «Dead Leaves and the Dirty Grounds», faixa inicial do álbum que lhes trouxe fama, é a primeira faísca que atinge o público. Os White Stripes – repetimos, sozinhos em palco – servem-se de géneros mais velhos que o Diabo (o rock, a folk e os blues, muito blues) e de forma ora diabólica (sobretudo ele), ora cândida (sobretudo ela) devolvem estes ingredientes já transformados em canções secas, urgentes e agressivas, quando não violentas.

A guitarra eléctrica de Jack White, a abarrotar de riffs espalha-brasas, comanda o espectáculo. Em palco há também um órgão vermelho, que será tocado de forma fantasmagórica, e o contraponto estável e rude de Meg na bateria. Ou como ouvíamos alguém comentar no final, «ela marca o compasso e ele faz a festa».

A coisa não é assim tão simples e, ao mesmo tempo, é-o. Sem precisar de falar muito, Jack White é um óptimo entertainer, pedindo apoio ao público nas horas certas, mostrando-se possuído noutras (como no quase gospel de «John the Revelator»). Meg White encara o parceiro de frente (de lado para o público) e encarrega-se de tornar «Hotel Yorba» ou «Fell in Love With a Girl» no rock mais primitivo, no sentido de essencial, que lhe é possível.

Do novo álbum, «I’m Slowly Turning Into You» pôs o povo a gritar palavras de ordem e o tema-título «Icky Thump» mostrou ter garras para agarrar as ancas dos presentes. Como seria de esperar, porém, as melhores reacções foram para os temas já conhecidos: «We’re Going To Be Friends», «Ball and Biscuit» e, já no óptimo encore, «Blue Orchid» e «My Doorbell», a certa altura construída apenas por bateria, pandeireta e palmas. O adeus só podia chegar com uma versão generosa de «Seven Nation Army», o êxito que o público não se cansou de ir trauteando no volume máximo, como lembrete para a banda. «My sister thanks you and I thank you», despediu-se Jack White por fim, fazendo uma vénia e elevando o fascínio e o mistério em redor do seu projecto a novos máximos históricos.”

Esta é a descrição que podemos encontrar no Blitz OnLine e quem melhor que eles para saberem bem o que por lá se passou. Eu continuo a dizer que este dia terá sido o dia do ano, com Smashing e White Stripes, foi de arromba certamente. Agora fiquem com as fotos…

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