Entrevista com os Kaiser Chiefs: Estúdio estádio

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Os Kaiser Chiefs são colocados à prova neste seu regresso. «Yours Truly, Angry Mob» aparece rodeado de uma enorme expectativa ou não se tratasse a banda britânica de uma das coqueluche do novo rock. Ao telefone desde Londres, Simon Rix explica o que mudou na banda para que «Your Truly, Angry Mob» não seja um sucessor natural de «Entertainment».

Your Truly, Angry Mob» é o resultado de dois anos quase ininterruptos na estrada que valeram aos Kaiser Chiefs um estatuto impensável há dois anos. Entre viagens e concertos em estádios, a mudança nas suas vidas significou uma alteração no som.

«Acho que este álbum é melhor. É mais difícil mas era isso que nós queríamos. Era importante mostrar do que éramos capazes. Antes de sermos músicos, trabalhávamos em lojas e víamos o sucesso como algo impossível. Actualmente, a maneira como olhamos para tudo é completamente diferente. O nosso êxito demorou dez anos. Foram tempos difíceis. Adorámos andar em digressão. Aprendemos muito com os U2 e passámos a olhar para a música com uma diferente perspectiva. Percebemos que para tocar para 80 mil pessoas, as canções têm que ser mesmo boas. A convivência com eles foi muito boa porque apesar de serem grandes estrelas, são pessoas muito simples.»

Há dois anos atrás, os Kaiser Chiefs foram atirados para um lugar de topo entre as bandas do novo rock. Todavia, com «Yours Truly, Angry Mob» parecem querer distanciar-se de um pelotão que não tem conseguido grandes resultados com o segundo álbum (Bloc Party, The Killers, etc.).

«Não queremos ser uma banda da moda. É verdade que conseguimos tocar para muita gente graças a toda a atenção que nos deram. No primeiro álbum, gravámos as canções em dois dias e seguimos logo para a estrada. Desta vez, estivemos sete semanas em estúdio e sabíamos melhor o que queríamos. Compararam-nos aos XTC mas só os ouvi depois de terem falado no nome deles e realmente acho que há parecenças. De todas as bandas que foram referidas quando se falou os Kaiser Chiefs, os The Jam foram aqueles que realmente sempre fizeram parte do nosso imaginário e, neste disco, há uma canção («Love Is Not a Competition») que tem tudo a ver com eles.»

Recentemente, Alex Turner (Arctic Monkeys) terá dito que se a sua banda repetisse o fenómeno kaiser Chiefs de há dois anos, rapidamente se decidiria pela desistência do mundo da música. Simon Rix explica que já falou com Alex Turner e que tudo não passou de uma interpretação excessiva da imprensa.

«Isso é sensacionalismo. Já falei com ele e parece-me que foi apenas uma frase mal interpretada. É normal em Inglaterra darmos entrevistas que depois são publicadas com afirmações que não proferismos. Torna-se cansativo mas nós precisamos dos media. Eles são os intermediários entre nós e o público. Mas é perigoso saberem tanta coisa sobre nós e aí entra a Internet. Eu lembro-me que antes comprava um disco e o devorava até ao último segundo. Para mim, os músicos eram figuras inatingíveis. Hoje, não há mística. Nesse aspecto, gostava de regressar à década de 60.»

26-02-2007 in Disco Digital

1 Comentário

  1. sabrina martins dos santos said,

    Abril 4, 2007 às 12:15 am

    eu amo o baterista da banda kaiser chiefs ele e lindo e gostosa e deveria ser a vocalista da banda tanbem


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