Rocky VI. O Capitulo Final…

Ora Bons dias, caros amigos d’O Suplente, hoje vou deixar por aqui um texto critico do Nuno Markl ao novo filme de Sylvester Stallone, Rocky VI, que será tambem o ultimo da saga Rocky. Acho que depois de lerem está critica toda a gente ficara curiosa em ir ver o filme. Eu serei um deles. Obrigado ao Nuno Markl por ter dado a sua autorizaçao para a transcriçao do texto.

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“Há anos que isto não acontecia, mas sim – fui ver um filme da saga Rocky! O sexto! Rocky Balboa trazia críticas entusiasmadas de muita gente de confiança. E agora percebo porquê. O que é giro é que não tem exactamente a ver com a qualidade cinematográfica da coisa, mas com algo que é capaz de ser mais importante: o diacho do filme emana uma sinceridade e uma simpatia irresistíveis.

Rocky, o primeiro filme de todos, era um bom filme de boxe. Não tem a classe de um Touro Enraivecido, mas tinha doses suficientes de humanidade e poesia de classe operária para cativar o mais empedernido. E sugeria que o então jovem Sylvester Stallone pudesse vir a tornar-se não só num potencial Marlon Brando, mas num dedicado e puro cronista urbano (o argumento do primeiro filme era dele). Nada disso aconteceu, nem a ele, nem à saga Rocky: a saga Rambo deu-lhe tanta popularidade como descrédito junto dos que o achavam um artista a sério; e a saga Rocky, de tão nobre arranque, começou como que a ficar contaminada pela falta de inspiração e o disparate das aventuras de John Rambo: Rocky IV, apesar de ter ganho com o tempo (de forma kitsch e nostálgica, porque era fita de debate obrigatório nos intervalos das aulas em 1985) era, inequivocamente, um filme alarve e uma caricatura do passado.

Depois de um Rocky V de que pouca gente se lembra, a pausa para reflexão. E, de repente, em 2007, velho e ajuizado, Sylvester Stallone cria o fecho de saga perfeito que quase faz esquecer os filmes que o separam do primeiro, de 1976. E o mais incrível é que não soa calculista. O bom velho Sly foi às entranhas da saga e da sua própria vida recuperar o que fez mover o primeiro filme: doses generosas de humanidade e um genuíno, incondicional amor pela personagem que o tornou mundialmente famoso. E é isso que, sem lamechices, emociona e entusiasma em Rocky Balboa: Stallone é um actor, um realizador e um argumentista com severas limitações e o filme está longe de ser uma obra-prima. Mas é movido pelo tipo de alma sincera que vai sendo rara no coração calculista e frio de Hollywood, sobretudo porque neste argumento não está só o renascer de uma personagem de ficção mas de um homem que, na curva descendente de uma carreira com algumas coisas boas e muitas coisas duvidosas, e depois de levar muita pancada de críticos, público e dos estúdios que anteriormente fizeram toneladas de massa à conta do herói da era Reagan, tem a força de vontade e o empenho para se levantar quando já devia estar K.O.

Bem dizia a revista Empire que, por causa disto, Rocky Balboa é um filme que consegue o feito extraordinário de ser bom e mau ao mesmo tempo. Os diálogos – sobretudo as mensagens inspiradoras – têm a subtileza de um berbequim ligado e raras vezes Stallone vai mais longe na realização do que o registo de telefilme (e telefilme antigo, que hoje fazem-se telefilmes mais cinematográficos do que muitos filmes). Como actor, ele tem plena consciência sobre até onde pode ir (e ainda vai longe – um momento de descarga emocional em que ele tenta evitar, em vão, as lágrimas enquanto desabafa com Burt Young, tem uma simplicidade e uma intensidade desarmantes) e por isso consegue dar vida e calor humano a uma personagem que conhece de trás para a frente.

Pelo meio, há uma magnífica sequência de montagem ao som de música (o treino, como não podia deixar de ser, e ao som do clássico Gonna Fly Now de Bill Conti!) e a velha mística da sequência climática de combate, desta vez com um lutador mais novo, também ele em busca da credibilidade perdida. Momentos incrivelmente old school e que nos lembram porque é que, independentemente da qualidade cinematográfica da obra, as aventuras de Rocky Balboa nos entusiasmavam enquanto petizes: é a pureza quase infantil de Stallone, que à partida parece fácil de demolir com o cinismo que nos trouxe a idade adulta, mas que o actor / realizador / argumentista serve com dignidade suficiente para que fiquemos com vontade de bater palmas nos sítios certos.

A dada altura de Rocky Balboa, o lutador decide adoptar um cão triste e resignado no canil municipal. O cão é um rafeiro feio, encardido, mal enjorcadinho mas – talvez por tudo isso, e por ser muito castiço – é impossível não gostar dele. O cão é este filme.”

1 Comentário

  1. Maio 7, 2007 às 4:08 pm

    Gostaria de deixar o comentario sobre o Rock o Lutador, assisti aos filmes todos desde 1976, acompanho a tragetoria de Sylvester Stallone. Tenho a certeza q os filmes ficarão na História, para muitas gerações. Rock para mim ja é um classico . muitos fatos dos personagens podemos dizer q acontece na vida real. E até serve de inspiração para termos objetivos e acançarmos o q temos de objetivo … Tenho a satisfação de dizer sou fã de Sylvester Stallone de carteira cheia …. Por isso deixo esse comentario aos criticos, sempre existirão e é pra isso q servem deixar suas criticas foi assim desde o começo e sempre sera aissm seja qual for o filme . Tenho a certeza que Sylvester Stallone fez o seu melhor nesse personagem e fez com amor tendo a intenção q as pessoas meditem sobre seus sonhos e objetivos para mim Rock sempre sera de inspiração para a passada, essa e a nova geração. asgradeço. o ESPAÇO…….

    Cezar Omar Fontana
    ———————-


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