O Que eles querem fazer a nossa Serra

Candidatura ao Programa PITER
“Um primeiro sinal por parte do Governo”

Sandra Invêncio

Região de Turismo prevê que a concretização dos 19 projectos possa vir a criar entre 400 e 700 novos portos de trabalho

O presidente da RTSE, Jorge Patrão, considera que a aprovação desta candidatura, a que envolve o maior montante de sempre, é apenas “um primeiro sinal por parte do Governo para o desenvolvimento da região no âmbito do Plano Estratégico Nacional para o Turismo (PENT)” – onde a Estrela aparece como pólo de atracção turística a desenvolver até 2015, juntamente com as regiões de Alqueva, Douro, Litoral Alentejano e Oeste. Os sete projectos-âncora definidos na candidatura ao Piter aparecem, de resto, no dossier que a região de turismo elaborou no âmbito do PENT. Para além dos que estão no Piter, contam-se ainda o complexo termal de Unhais da Serra, uma obra que está em curso, e os empreendimentos turísticos do Vale Glaciar, no concelho da Covilhã, e o do Vale da Gaia, no de Belmonte, ambos com golfe e parques temáticos, entre outros. No total, a região de turismo prevê um investimento total de 668 milhões de euros até 2015 e a criação de 1975 postos de trabalho directos.
A candidatura apresentada pela Região de Turismo da Serra da Estrela (RTSE) ao Programa Integrado Turístico de Natureza Estruturante e Base Regional (Piter) foi aprovada, estando prevista a concretização de 19 projectos, um investimento global de 100 milhões de euros e a criação de entre 400 e 700 postos de trabalho. O documento elege sete projectos-âncora, seis dos quais de iniciativa privada, com a reconversão da Fábrica Velha em unidade hoteleira de quatro estrelas, na Covilhã, a aparecer em destaque.
Os projectos designados como âncora representam um total de quase 63 milhões de euros. Para além da reconversão da Fábrica Velha (18,5 milhões) – um edifício que acolheu aquela que terá sido a primeira manufactura de lanifícios da Europa, do século XVII -, há mais três grandes unidades hoteleiras incluídas no pacote dos projectos-âncora. Trata-se do Hotel Quinta do Cafalado (7,228 milhões), de três estrelas, a construir em Penamacor, do Moments Hotel (4,2 milhões), de quatro estrelas, a surgir em Gouveia e também a partir de uma antiga fábrica, e da reconversão do ex-Sanatório dos Ferroviários (12,5 milhões). Para já, a RTSE não adianta pormenores do projecto de reconversão do antigo sanatório, ansiado desde 1998 e que a Enatur chegou a querer realizar e depois abandonou, e nem que empresa ou consórcio está interessado.
A construção da telecabina de ligação entre a Torre e a zona das Penhas da Saúde, um projecto da empresa concessionária de turismo no alto da montanha, é também encarada como um dos principais empreendimentos, com dez milhões de euros, bem como a ampliação da estância de esqui, com quatro milhões. Para Jorge Patrão, o projecto da telecabina – equipamento idêntico ao que existe no Parque das Nações, em Lisboa – “é fundamental” para a Estrela, visto que, frisa, “irá permitir finalmente retirar grande parte do tráfego automóvel” do alto da serra, que ao fim-de-semana e em época fria é intenso. Quanto ao único projecto público que aparece como âncora, é da responsabilidade da Câmara da Covilhã e diz respeito à criação daquela que será a primeira estância de montanha do país, a localizar nas Penhas da Saúde. O Piter atribuiu a este empreendimento anunciado pela primeira vez pela autarquia no início de 2005 uns seis milhões de euros.

Hoteis, esqui
e turismo cultural
A câmara pretende construir cerca de 600 apartamentos, uma área comercial, restaurantes e bares, uma zona de lazer. O projecto incluía ainda um casino, que foi vetado pelo anterior Presidente da República, Jorge Sampaio.
Quanto aos projectos que aparecem em segundo plano, são 12: seis privados e seis públicos. De entre os projectos de índole pública, o presidente da RTSE destaca o também já anunciado Centro de Interpretação dos Descobrimentos, em Belmonte, ao falar numa “importante aposta no turismo cultural”. “O que pretendemos na serra da Estrela, que está patente neste Piter, é a conjugação entre a animação turística, onde temos, por exemplo, a ampliação da estância de esqui, os empreendimentos hoteleiros e as peças de turismo cultural”, salienta Jorge Patrão.
Além do Centro de Interpretação dos Descobrimentos, estão contemplados no Piter, na rubrica Outros projectos, a requalificação do Covão da Ponte e do Covão d”Ametade, ambos em Manteigas, as pontes pedonais sobre as duas ribeiras da Covilhã – que o município não conseguiu concretizar no âmbito do programa de requalificação urbana Polis -, a construção do Centro Interpretativo do Milho, em Cortes do Meio, e a requalificação urbana da zona da judiaria da cidade covilhanense. Quanto à vertente privada daquela rubrica, o que está previsto é a construção de unidades hoteleiras, em Almeida, Manteigas, Seia e Fornos de Algodres, e a requalificação de uma, na Guarda.
A região da serra da Estrela tem actualmente perto de quatro mil camas. Com a construção das novas unidades hoteleiras previstas no Piter passará a ter mais mil.

Fonte: Publico

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: